Atendimento via WhatsApp
Atendimento em todo o Brasil

A implantação de um sistema de WFI (Water for Injection) é, provavelmente, um dos pontos mais sensíveis e críticos dentro de uma indústria farmacêutica. Water for Injection é água em grau injetável, utilizada diretamente na fabricação de medicamentos estéreis, soluções parenterais, hemoderivados, vacinas, alguns tipos de colírios, produtos de biotecnologia e uma série de aplicações em que não existe margem para erro.

Não se trata apenas de “água muito limpa” – é um insumo regulado, com especificações extremamente rígidas de qualidade química, físico-química, microbiológica e endotoxinas. Por isso, a implantação de sistema de WFI exige engenharia de alto nível, domínio de normas internacionais, rastreabilidade total, automação confiável e uma visão clara de qualificação (IQ, OQ, PQ) desde o projeto.

A Fathor pH atua justamente nesse cenário: projeta, instala, integra e auxilia na qualificação de sistemas de WFI para plantas farmacêuticas que precisam produzir de forma segura, escalável e em conformidade com Anvisa, GMP e guias internacionais.

O que é WFI (Water for Injection) na prática?

Water for Injection é uma qualidade de água com requisitos muito superiores à água purificada e até à água altamente purificada (HPW). Em termos gerais, a WFI precisa atender:

limites extremamente baixos de condutividade;

TOC (Carbono Orgânico Total) em níveis muito reduzidos;

contagem microbiológica praticamente nula, com limites muito severos;

controle de endotoxinas bacterianas;

pureza consistente durante todo o tempo de operação, e não apenas “na hora do ensaio”.

Na prática, é a água que pode, direta ou indiretamente, entrar em contato com produtos que serão injetados ou administrados em locais muito sensíveis do corpo humano. Qualquer falha nesse sistema pode significar risco à vida do paciente, recolhimento de lotes, perda de certificações e prejuízo pesado para a indústria.

Como funciona a implantação de um sistema de WFI feita pela Fathor pH?

A implantação de um sistema de WFI não é uma “instalação de filtro mais forte”. É um projeto de utilidade crítica, que envolve geração, armazenamento, distribuição, automação, sanitização e qualificação.

1. Análise de requisitos regulatórios e de processo

Antes de qualquer linha traçada, a Fathor pH levanta:

quais produtos serão fabricados e como a WFI será utilizada (matéria-prima, enxágue final, alimentação de autoclave, diluição de componentes etc.);

qual volume de WFI é necessário por dia e quais são os picos de consumo;

se o sistema funcionará em produção contínua, batelada ou mista;

quais normas e guias regulatórios o cliente precisa seguir (Anvisa, EMA, FDA, WHO, guias específicos de WFI por destilação ou membranas, quando aplicável);

como é hoje a infraestrutura de água purificada e altamente purificada da planta.

Com esse diagnóstico, é possível definir a melhor arquitetura de sistema: destilador, múltiplos efeitos, vapour compression, integração com água purificada ou HPW existente, necessidade de redundância, tipo de loop de distribuição e grandezas que precisam ser monitoradas em tempo real.

2. Projeto do sistema de geração de WFI

A geração de WFI, tradicionalmente, é feita por meio de destilação, podendo envolver:

destiladores de múltiplo efeito (Multi-Effect Still – MES);

sistemas de vapour compression;

combinação de pré-tratamento agressivo + osmose reversa + EDI + destilação, dependendo do contexto.

O projeto considera:

qualidade da água de alimentação (em geral, água purificada ou HPW);

consumo máximo de WFI;

eficiência energética do sistema;

facilidade de sanitização;

necessidade de redundância para evitar paradas de produção;

compatibilidade com requisitos de validação.

O objetivo é gerar WFI estável, com parâmetros dentro de especificação, de forma consistente, segura e rastreável.

3. Armazenamento e loop de distribuição sanitário

Geração de WFI sem um bom sistema de armazenamento e distribuição é receita para problema.

Por isso, a Fathor pH projeta e implanta:

tanques sanitários de WFI em aço inox 316L, com acabamento interno sanitário e geometria projetada para escoamento total;

spray ball para limpeza e sanitização in-place;

isolamento térmico, quando necessário, para operação quente;

loop de recirculação contínua de WFI, com tubulação sanitária em inox 316L, solda orbital, inclinação adequada e sem pontos mortos;

bombas sanitárias de recirculação dimensionadas para manter fluxo, velocidade e temperatura nos parâmetros ideais;

pontos de uso estrategicamente posicionados, com válvulas sanitárias, medição e, quando aplicável, sub-loops ou ramificações.

O loop é o “coração dinâmico” do sistema: ele mantém a WFI em movimento, sob controle, evitando estagnação, biofilme e pontos de crescimento microbiológico.

4. Automação, instrumentação e controle

Um sistema de WFI sem automação robusta é um risco inaceitável. Por isso, a Fathor pH integra:

CLP dedicado ao sistema de WFI;

supervisório com telas claras e alarmes configurados;

medição contínua de condutividade, temperatura, fluxo e, quando aplicável, TOC em pontos críticos;

registro de histórico de parâmetros, permitindo rastrear qualquer desvio;

intertravamentos que impedem o envio de WFI fora de especificação para linhas produtivas;

lógicas de sanitização automática (térmica ou química) com registro e confirmação;

permissões de acesso para evitar intervenções não autorizadas.

Isso dá ao cliente uma camada de segurança operacional, regulatória e de gestão de risco. Em auditorias, o sistema se sustenta com dados e rastreabilidade.

5. Sanitização e manutenção da integridade microbiológica

WFI não é apenas uma questão de gerar água limpa; é uma questão de manter o sistema limpo.

A Fathor pH projeta o sistema de forma que a sanitização faça parte natural da rotina:

possibilidade de sanitização térmica do loop (com circulação de WFI quente, quando essa estratégia for adotada);

sanitização química controlada, quando o projeto assim exigir;

rotinas automáticas ou semiautomáticas de limpeza, sempre documentadas;

materiais e vedações compatíveis com temperatura e produtos sanitizantes;

desenho do sistema pensado para evitar zonas mortas, dutos cegos e trechos onde a água possa ficar parada.

Isso reduz drasticamente o risco de contaminação microbiológica e endotoxinas.

6. Start-up, qualificação e suporte à validação

Diferente de um sistema comum de água industrial, a entrega de um sistema de WFI exige qualificação formal. A Fathor pH pode apoiar o cliente em:

testes de comissionamento mecânico, elétrico e de automação;

ajustes de operação para atingir estabilidade;

suporte à qualificação de instalação (IQ);

suporte à qualificação de operação (OQ);

suporte à qualificação de performance (PQ);

definição de critérios de aceitação para parâmetros críticos;

treinamento da equipe de operação e manutenção;

estruturação de POPs operacionais, rotinas de sanitização e registros.

O objetivo é que o sistema não apenas funcione, mas funcione de forma comprovada, rastreável e defensável perante qualquer auditoria.

Onde o WFI é usado dentro da indústria farmacêutica?

A WFI gerada por um sistema bem implantado é utilizada em:

formulação de produtos injetáveis;

preparo de soluções estéreis;

diluição de princípios ativos sensíveis;

lavagem final de equipamentos em áreas estéreis;

alimentação de autoclaves e lavadoras de alto padrão em áreas críticas;

alguns processos de biotecnologia e cultura celular, dependendo da estratégia da planta.

Em qualquer uma dessas aplicações, se a WFI estiver fora de padrão, o produto final está comprometido.

Benefícios de implantar um sistema de WFI com a Fathor pH

Conformidade com exigências de Anvisa e normas internacionais;

Redução de riscos de desvio de qualidade crítico;

Menor chance de perda de lote por problema de água;

Sistema preparado para expansão, quando projetado com visão de futuro;

Facilidade na condução de auditorias, graças a dados, registros e automação;

Maior previsibilidade de operação e manutenção;

Apoio técnico especializado em todas as etapas, do projeto à operação contínua.

FAQ – Perguntas Frequentes (sem numeração, para facilitar copiar/colar)

WFI é a mesma coisa que água altamente purificada (HPW)?
Não. São categorias diferentes, com requisitos distintos. WFI é água em grau injetável, com foco também em endotoxinas.

É obrigatório gerar WFI por destilação?
Tradicionalmente, sim. Algumas legislações mais recentes admitem outras tecnologias em combinação, mas a destilação ainda é o padrão mais aceito.

Preciso ter WFI em toda a planta farmacêutica?
Não. WFI é usada em processos e produtos específicos, de maior criticidade.

Posso aproveitar meu sistema de água purificada atual para alimentar o WFI?
Em muitos casos, sim. Normalmente a água purificada serve como alimentação do sistema de geração de WFI.

O sistema de WFI precisa funcionar 24 horas por dia?
Na prática, sim. Loops de WFI normalmente operam em recirculação contínua para manter integridade microbiológica.

É possível monitorar WFI remotamente?
Sim. A automação pode ser integrada ao sistema de supervisão da planta.

Qual a diferença principal entre WFI e água purificada do ponto de vista regulatório?
WFI tem requisitos mais severos de endotoxinas e microbiologia, além de padrões físico-químicos mais restritos.

Um sistema de WFI é muito caro de manter?
É um sistema crítico e sofisticado, mas um projeto bem feito reduz desperdício, otimiza energia e facilita a manutenção.

Vocês ajudam na qualificação IQ, OQ e PQ do sistema?
Sim, a Fathor pH pode apoiar na parte técnica, documentação e testes necessários.

A Fathor pH atua em projetos de WFI em todo o Brasil?
Sim, atendemos projetos farmacêuticos e de alta criticidade em nível nacional.


Tags:
loop WFI sistema WFI water for injection implantação WFI sistema de água para injetáveis água para injeção geração de WFI WFI farmacêutica água grau injetável sistema de água para indústria farmacêutica validação WFI

Compartilhar: WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn


← Voltar para o blog


Últimas postagens