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A implantação de um sistema de água altamente purificada (HPW – Highly Purified Water) é um dos pontos mais críticos dentro de qualquer indústria farmacêutica moderna, segmentos de cosméticos de alta performance e laboratórios que trabalham com produtos estéreis ou processos extremamente sensíveis. Não estamos falando de “água filtrada” ou “água purificada padrão”; estamos falando de um nível de controle microbiológico, químico e físico-químico muito superior, com rastreabilidade e estabilidade contínuas.

A Fathor pH atua justamente nesse nível de exigência: projeta, instala, valida e acompanha sistemas de água altamente purificada que atendem GMP, RDCs da Anvisa, normas internacionais e exigências de auditorias rigorosas. O objetivo é simples: fornecer um sistema que produza água em padrão HPW de forma consistente, segura e com o mínimo de intervenção manual possível.

O que é água altamente purificada (HPW) na prática?

Água altamente purificada é uma categoria de água de processo com especificações mais rígidas do que a água purificada comum. Na prática, isso envolve:

condutividade extremamente baixa;

controle rígido de TOC (Carbono Orgânico Total);

limites microbiológicos muito mais severos;

ausência de partículas e íons que possam interferir em produtos injetáveis, soluções estéreis, formulações sensíveis e testes laboratoriais;

estabilidade dos parâmetros ao longo de todo o dia, não apenas “na hora da coleta”.

Esse tipo de água costuma ser utilizado em:

produção de medicamentos estéreis e semissólidos;

formulações sensíveis em farmacêutica e cosméticos;

alimentação de autoclaves, lavadoras automáticas e sistemas SIP/CIP de alto nível;

laboratórios de controle de qualidade que exigem alta pureza;

preparação de soluções e reagentes usados em processos críticos.

Ou seja: se o processo não admite falha, a água não pode ser o elo fraco.

Como a Fathor pH implanta um sistema de água altamente purificada?

A implantação não é simplesmente “instalar uma osmose reversa mais forte”. É um projeto completo, com várias camadas.

1. Análise técnica e diagnóstico inicial

O primeiro passo é entender:

de onde vem a água de alimentação (rede, poço, captação própria);

quais são os parâmetros atuais da água bruta;

qual padrão de água final o processo exige (farmacêutico, cosmético, laboratorial);

qual o consumo diário e picos de demanda;

quantos pontos de uso serão atendidos e onde estão localizados;

que normas, guidelines e requisitos de qualificação o cliente precisa cumprir.

Com isso em mão, é possível definir se o sistema precisa de:

dupla osmose reversa;

osmose reversa + EDI;

polimento final com UV, filtros de membrana e recirculação em loop sanitário;

sanitização térmica ou química;

arquitetura expandível para futuras ampliações de planta.

2. Projeto do fluxo de tratamento (processo HPW)

Um sistema típico de HPW pode incluir:

pré-tratamento com filtro de areia/multimídia e carvão ativado;

abrandamento quando necessário;

filtração de segurança;

primeira etapa de osmose reversa;

segunda etapa de osmose reversa ou EDI (ou ambos, dependendo da exigência);

lâmpadas UV para redução de TOC;

filtros finais de 0,2 µm;

tanque sanitário de armazenamento de HPW;

loop de recirculação em aço inox 316L, com solda orbital, sem pontos mortos.

A lógica é simples: remover progressivamente tudo o que pode comprometer o produto final — íons, matéria orgânica, partículas, microrganismos — e manter a água em movimento constante, sem dar chance para crescimento microbiológico ou formação de biofilme.

3. Implantação física, materiais e montagem sanitária

A Fathor pH trabalha com um padrão de montagem que conversa com o nível HPW:

uso de aço inox 316L em linhas de distribuição, com acabamento sanitário;

solda orbital para evitar poros, soldas mal-acabadas e pontos mortos;

inclinações corretas de tubulação para permitir drenagem total na sanitização;

tanque sanitário com tampa adequada, spray ball, recirculação e instrumentação;

instalação de válvulas sanitárias, instrumentos de medição e pontos de amostragem planejados.

Isso tudo é pensado para que o sistema não seja apenas eficiente “no papel”, mas operacionalmente confiável na prática e em auditoria.

4. Automação, controle e intertravamentos

Um sistema HPW sem automação decente é convite para problema.

A Fathor pH integra:

CLP dedicado ao sistema de água altamente purificada;

supervisório com visualização em tempo real de condutividade, temperatura, fluxo, pressão, nível de tanque, TOC (quando aplicável);

registros históricos para rastrear qualquer desvio;

alarmes e intertravamentos que impedem que água fora de especificação seja enviada para o processo;

rotinas automáticas de sanitização (térmica ou química), quando o projeto prevê.

O resultado é um sistema que “se protege sozinho” na maior parte dos casos e reduz erros operacionais.

5. Start-up, estabilização e qualificação

Na implantação de água altamente purificada, a etapa de start-up é crítica. A Fathor pH não simplesmente “liga e entrega”; são feitos:

testes de vazamento e estanqueidade;

sanitização inicial completa de todo o sistema;

operação contínua por determinado período para estabilizar parâmetros;

coletas seriadas para análise físico-química, microbiológica e de TOC;

ajustes finos na automação e na operação;

preparação para IQ, OQ e PQ, quando o cliente exige qualificação completa.

A ideia é entregar não só o equipamento, mas o sistema comprovadamente performando dentro dos parâmetros HPW.

6. Plano de manutenção, sanitização e operação

HPW não é sistema para ser “ligado e esquecido”. Por isso, a Fathor pH entrega:

rotinas recomendadas de sanitização (temperatura, tempo, frequência, química quando aplicável);

periodicidade de troca dos elementos filtrantes, carvão, resinas e membranas;

orientações de operação diária para reduzir risco de contaminação;

plano de manutenção preventiva para evitar paradas inesperadas.

Quanto maior o cuidado no projeto e na implantação, mais previsível é o custo de operação e mais estável é a qualidade da água.

Onde a água altamente purificada é usada na prática?

A água HPW produzida por um sistema bem implantado é utilizada em:

produção de medicamentos estéreis e semissólidos;

enxágue final de equipamentos em áreas de alto risco;

alimentação de autoclaves e lavadoras de alta criticidade;

preparação de soluções para teste de produtos farmacêuticos;

áreas de manipulação de produtos de uso parenteral;

laboratórios que exigem água acima do padrão purificada padrão.

Em muitos casos, a HPW é o “último nível” de água antes da água para injetáveis (WFI) ou trabalha em conjunto em fluxos específicos.

Benefícios de implantar HPW com a Fathor pH

Redução do risco de contaminação microbiológica em processos críticos;

Atende exigências de GMP, Anvisa e padrões internacionais;

Facilita auditorias de órgãos reguladores e clientes;

Aumenta a durabilidade de equipamentos sensíveis;

Garante repetibilidade de processos e qualidade de lotes;

Diminui retrabalho, descarte e prejuízos com lotes reprovados;

Permite expansão futura sem refazer tudo do zero, quando planejado desde o início.

FAQ – Perguntas Frequentes (sem numeração)

O que diferencia água altamente purificada de água purificada comum?
Água altamente purificada tem parâmetros muito mais rígidos de condutividade, TOC e microbiologia, com controle e rastreio mais severos.

Todo laboratório farmacêutico precisa de HPW?
Não necessariamente, mas qualquer processo crítico, estéril ou de alta sensibilidade se beneficia de HPW.

Preciso obrigatoriamente de osmose reversa e EDI?
Na maioria dos projetos HPW, sim. A combinação RO + EDI é praticamente padrão.

É obrigatório ter loop sanitário em aço inox?
Para HPW, é altamente recomendado. O loop evita estagnação e reduz risco de biofilme.

O sistema pode ter sanitização térmica automática?
Sim. Projetamos rotinas automáticas com aquecimento e recirculação programada.

Vocês fazem IQ, OQ e PQ?
Sim, quando contratado, preparamos e executamos protocolos de qualificação.

A HPW pode ser usada diretamente em produto?
Depende da formulação e das normas aplicáveis. Em muitos casos, é usada em processos críticos e higiene de alto nível.

A manutenção é muito cara?
O custo é proporcional à criticidade, mas um bom projeto reduz consumo de insumos e prolonga a vida dos componentes.

Posso fazer retrofit de um sistema purificado para HPW?
Em alguns casos, sim, com reforço de etapas, troca de materiais e revisão de automação.

É possível integrar o sistema HPW ao SCADA da planta?
Sim, a automação pode conversar com sistemas superiores da unidade industrial.

Vocês atendem todo o Brasil?
Sim, projetos e suporte em nível nacional.

Um sistema HPW precisa operar 24/7?
Na prática, sim. A recirculação contínua é fundamental para manter a água estável.

É possível registrar histórico de TOC e condutividade?
Sim, e isso é muito bem-visto em auditorias.

HPW substitui WFI?
Não. HPW e WFI têm aplicações e requisitos diferentes, mas HPW é um degrau muito acima da água purificada comum.

Quanto tempo leva para implantar um sistema HPW?
Depende do porte, mas projetos podem variar de poucas semanas a alguns meses entre engenharia, montagem, start-up e qualificação.

Vocês treinam a equipe interna para operar o sistema?
Sim, treinamento operacional faz parte da entrega completa.


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